quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Estão todos convidados.


DEUS CORRIGE A QUEM AMA!! 5º POST

 A PAZ DO SENHOR JESUS EM SUA VIDA!


TIRE BASTANTE PROVEITO DESTA POSTAGEM!!

A FORMA DE FAZÊ-LO
Vimos quem pode repreender a seu irmão quando este se encontra em erro, e agora quero lançar algumas bases bíblicas sobre a maneira correta de fazê-lo. Charles Spurgeon, ministro britânico conhecido como o príncipe dos pregadores, afirmou: “A repreensão não deve ser um balde de água fria para congelar o irmão, nem água fervente para queimá-lo”. Destaquei cinco aspectos importantes que devem determinar a forma de corrigir nossos irmãos no Senhor. Vejamos o que a Palavra de Deus diz sobre isso:
1) Como a filhos amados

Quando o apóstolo Paulo corrigiu os irmãos de Corinto, demonstrou um coração paternal exemplar:
“Não escrevo estas coisas para vos envergonhar, mas para vos admoestar, como a filhos meus amados.” (1 Coríntios 4.14)

Todo pai sabe como é corrigir um filho. A correção dói mais em nós do que neles! Entretanto, o amor que temos pelos filhos nos leva a corrigi-los. Não queremos infligir-lhes dor; queremos ensiná-los e poupá-los de dores maiores.
É por isso que não se deve corrigir um filho quando se está irado ou alterado emocionalmente. A correção deve ser uma manifestação de amor e cuidado. É isso o que aprendemos com nosso Pai Celeste, do qual as Escrituras dizem: “Pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho” (Hb 12.6 – NVI). Portanto, a correção aos nossos irmãos em Cristo deve ser feita com o mesmo coração amoroso com que corrigimos os próprios filhos.
2) Em espírito de mansidão

A correção não deve manifestar um tom de condenação. Deve ser feita em espírito de mansidão. Isto significa que correção não é briga. Também não é condenação. É um ensino amoroso que visa a restauração de quem errou. Santo Agostinho declarou: “Convém matar o erro, mas salvar os que estão errados”.
“Irmãos, se um homem chegar a ser surpreendido em algum delito, vós que sois espirituais corrigi o tal com espírito de mansidão; e olha por ti mesmo, para que também tu não sejas tentado.”
                                                                       (Gálatas 6.1)

Além do fato de que o espírito de mansidão não acusa e nem condena (o que falhou), embora reprove (a falha em si), ele também expressa humildade em vez de altivez. O apóstolo disse que devemos cuidar para que, na área em que corrigimos outros, não venhamos também a ser tentados. Em outras palavras, pode acontecer com qualquer um!
Alguns irmãos corrigem outros como se eles mesmos não estivessem sujeitos a queda e falha. Isto é errado e contrário às Escrituras! Paulo disse que quem está em pé cuide para que não caia (1 Co 10.13). Também declarou que esmurrava seu próprio corpo para que, depois de pregar, ele mesmo não viesse a ser desqualificado (1 Co 9.27). Mesmo ao corrigir, o apóstolo parecia sugerir a ideia de “pode acontecer comigo e com qualquer um”, e “eu entendo e vou lhe ajudar”. Se nós tivermos esse mesmo coração, certamente teremos resultados bem melhores ao aplicar a correção.
3) Com sensibilidade para tratar cada caso
“Exortamo-vos também, irmãos, a que admoesteis os insubordinados, consoleis os desanimados, amparai os fracos e sejais longânimos para com todos.”  (1Tessalonicenses 5.14)
De acordo com a instrução bíblica, cada tipo de deficiência merece um trato específico. O insubordinado deve ser admoestado; o desanimado deve ser consolado; os fracos devem ser amparados e TODOS merecem longanimidade.
Não podemos inverter a ordem. Há igrejas em que os insubordinados são amparados e consolados e os fracos e desanimados são admoestados! Quando isso acontece, o erro de um não é corrigido e a necessidade de apoio de outros é pisoteada.
Um texto bíblico que me ajudou a compreender que devemos fortalecer os fracos e desanimados, em vez de acabar de matá-los de vez, foi o seguinte:

“Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega; em verdade promulgará o direito.”  (Isaías 42.3)

Eu nunca havia entendido a expressão “não esmagará a cana quebrada” até um dia em que eu ouvi um testemunho de alguém que foi  à lavoura de um amigo. E nos conta assim:-Entramos de caminhonete em sua plantação de trigo para que ele pudesse avaliar o estado do trigo em diferentes pontos, e eu percebi que, à medida que avançávamos, deixávamos atrás de nós um trilho, a marca dos pneus que pareciam esmagar as plantinhas indefesas. Inocentemente eu lhe perguntei se ele não estava estragando aquela parte da plantação por onde passávamos, e ele me disse que não. Ele parou para mostrar-me que, mesmo com o talo quebrado, aquele trigo se levantaria de novo, num verdadeiro processo de regeneração da natureza. Em seguida ele me mostrou outras áreas onde isso já havia acontecido. Quando a Bíblia fala sobre “cana”, ela está falando sobre o caule das plantas. Deus está dizendo que mesmo que elas se quebrem, Ele não as destruirá por causa disso, mas permitirá que elas sejam restauradas e que as suas rachaduras sejam refeitas. Quando estamos “quebrados” em alguma área de nossas vidas, o Senhor não nos esmaga por não sermos perfeitos, mas Ele permite que uma restauração ocorra. Logo, devemos ter o mesmo coração amoroso e misericordioso para com aqueles que corrigimos.
A outra frase do versículo, que transmite a mesma mensagem da primeira, é: “Ele não apagará a torcida que fumega”. É uma alusão ao pavio da lâmpada que já não está mais aceso, que está se apagando. Novamente a Bíblia declara que, até mesmo quando não estamos em conformidade com o que Deus planejou para nós, Ele não nos destrói. O Senhor não molha a ponta dos Seus dedos com saliva para apertar o pavio que fumega, como fazemos com uma velinha de um bolo de aniversário. Não! Como diz o antigo cântico pentecostal, “Se apagar o pavio que fumega, Jesus assopra, e o fogo pega!” Aleluia! Jesus jamais apagará o nosso último pavio de esperança! Portanto, nem nós tampouco devemos fazer isso com os que erraram. O propósito da correção é a restauração, não o massacre daquele que errou.
Mas, o mais interessante é o que a Bíblia nos instrui como trato geral: ser longânimo para com todos. Não importa o erro; todos merecem paciência de nossa parte. Cada erro (a falha em si) requer um trato diferenciado na hora da correção, mas todos os que erram (as pessoas) merecem um mesmo trato: paciência. Todos já fomos crianças e imaturos um dia (tanto natural como espiritualmente), e lembrar isto nos ajuda a ter com outros a paciência que já tiveram conosco um dia.
Eu estava no trânsito um dia desses e encostei atrás de um carro de autoescola; quando comecei a incomodar-me com a lentidão com que o aprendiz de motorista dirigia, li um adesivo no vidro traseiro do carro que dizia: “Calma, eu sou você ontem”. Recordar que já dirigimos assim antes, e quão feliz nós ficávamos quando não buzinavam o tempo todo atrás de nós ajuda a ter paciência com os novatos. Façamos o mesmo na vida cristã! O texto bíblico fala sobre corrigir na esperança (ou expectativa) de que Deus conceda o arrependimento. Não é corrigir por corrigir, só para dizer que tentou. É lutar pela restauração. É aplicar fé que haverá arrependimento e mudança!

4) Não como inimigo, mas como irmão
Algo que a maioria de nós precisa aprender é que confronto não é, do ponto de vista bíblico, guerra. A pessoa que errou, por pior que tenha sido o seu erro, ainda é parte da mesma família da fé a que nós pertencemos! Por isso, a Escritura declara que devemos admoestar (corrigir) essa pessoa como a um irmão; não como se fosse um inimigo:
“Todavia, não o considerais com inimigo, mas admoestai-o como irmão.”  (2 Tessalonicenses 3.15)
Jesus nos orientou a advertir quem errou com um único propósito: ganhar nosso irmão (não o inimigo; o irmão).
“Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão.”  (Mateus 18.15 – NVI)
E se não houver resultados na repreensão inicial, Jesus nos aconselhou a tentar de novo, com testemunhas. Se ainda não houver resultado, tentar mais uma vez, diante da igreja. Somente em última instância, por não aceitar a repreensão, alguém pode chegar à mais forte expressão de disciplina na igreja: a exclusão (Mt 18.15-17). Porém, mesmo em casos de severa disciplina, somos orientados a prosseguir amando e perdoando a esses irmãos (2 Co 2.5-8).
5) Na expectativa de arrependimento

Algo que tenho aprendido muito nos últimos anos, com o pastor Abe Huber (da Igreja da Paz), é acreditar nas pessoas. Não digo acreditar no sentido humanista de que as pessoas sejam boas em si mesmas, mas no sentido de crer na ação de Deus em suas vidas, crer para a transformação delas. Ele me inspirou a não desistir de quem erra e a lutar por cada um que falhou e aplicar fé, muita fé, pela sua restauração.
Muitas vezes confrontamos as pessoas já esperando que elas não aceitem e planejando nossas reações em cima das possíveis ações de quem iremos corrigir. Sei por experiência própria; já fiz isto como pastor e como irmão em Cristo, como familiar e como amigo – em todos os níveis de relacionamento. Também já conversei com muita gente que fez o mesmo, em posição de liderança ou não.
                                                                

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